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Golpe do Falso Advogado - Saiba como se proteger! | Advocacia Parronchi Pular para o conteúdo
Segurança do cliente · Alerta do escritório

O golpe do falso advogado pode chegar até você com o nosso nome

Criminosos consultam processos públicos, descobrem quem é o cliente, quem é o advogado e quanto se discute — e então entram em contato se passando por nós, por WhatsApp, por e-mail ou por ligação com o nosso número aparecendo no visor. Esta página existe para que você saiba exatamente como a Advocacia Parronchi fala com você, e como confirmar, em um minuto, se um contato é verdadeiro.

Atendimento presencial em Jaú/SP e on-line em todo o Brasil

O que é o golpe do falso advogado

O golpe do falso advogado é uma fraude em que o criminoso se apresenta como o advogado de uma pessoa — usando o nome verdadeiro, a foto verdadeira e o número de inscrição verdadeiro de um profissional real — para convencê-la a transferir dinheiro. Não há invasão de sistema, não há vazamento de dados sigilosos: o golpista simplesmente aproveita a informação que a lei torna pública.

E o advogado não é o único personagem. A mesma fraude aparece com outras duas fantasias, tão frequentes quanto:

O falso funcionário do tribunal. O criminoso se apresenta como servidor da vara, escrivão, oficial de justiça, “central de alvarás”, “setor de precatórios” ou “departamento financeiro do fórum”, e anuncia uma taxa a recolher para liberar o seu valor. Vale uma advertência simples: tribunal nenhum liga para a parte pedindo dinheiro. O Judiciário se comunica pelos autos, por intimação e por meio do advogado constituído — nunca por WhatsApp com chave Pix, nunca por ligação exigindo pagamento urgente.

O falso funcionário do banco. Aqui o pretexto muda de direção: em vez de cobrar, o criminoso oferece ajuda. Diz ser da “central de segurança”, avisa que detectou movimentação suspeita na sua conta ou um problema com o depósito judicial, e conduz você a fazer o que ele precisa — informar o código que chegou por SMS, instalar um “aplicativo de proteção”, compartilhar a tela ou transferir o dinheiro para uma “conta segura”. Não existe conta segura, e nenhum banco pede senha, código ou instalação de aplicativo por telefone. Também não existe funcionário de banco que precise que você mexa em algo para receber um crédito.

Repare no que as três versões têm em comum: falam de um processo verdadeiro, com dados verdadeiros tirados da consulta pública, e terminam pedindo dinheiro, senha ou acesso. Muda a fantasia; o roteiro é o mesmo. E a conferência também: encerre o contato e ligue você para o canal oficial de quem supostamente o procurou — se foi em nome do escritório, para (14) 3601-1800.

Os processos judiciais são, como regra, públicos (art. 5º, LX, da Constituição Federal e art. 189 do Código de Processo Civil). Qualquer pessoa pode consultar, nos sistemas dos tribunais, quem são as partes, quem são os advogados, em que fase está a causa e, muitas vezes, que valores se discutem. É dessa consulta que nasce a abordagem: quando o golpista escreve, ele já sabe o seu nome, o número do processo, o nome do seu advogado e o que você está esperando receber. É justamente por isso que a mensagem parece verdadeira.

O roteiro é quase sempre o mesmo

Primeiro vem a identificação: uma mensagem de WhatsApp, de um número que você não tem salvo, com a foto do seu advogado e um texto educado — “Boa tarde, aqui é o Dr. Fulano, tudo bem? Consegui uma decisão no seu processo.” Depois vem a boa notícia: o valor saiu, o alvará foi expedido, o acordo foi aceito. Em seguida, o obstáculo: falta pagar uma custa, uma taxa, uma guia, um honorário de sucumbência, um depósito de caução. Por fim, a pressão: precisa ser hoje, precisa ser agora, senão o valor volta para o cofre do tribunal e o processo é arquivado.

Nada disso existe. O que existe é a chave Pix que aparece no fim da conversa.

Estes são os pretextos que mais aparecem — se você ouvir qualquer um deles em uma mensagem, pare de responder e ligue para o escritório:

  • “Seu alvará saiu, falta pagar a taxa de liberação”
  • “Precisa recolher as custas para levantar o valor”
  • “Há honorários de sucumbência a pagar hoje”
  • “Faça um depósito de caução para desbloquear”
  • “Saiu uma proposta de acordo, mas vence hoje”
  • “Falta a taxa da perícia do INSS”
  • “Seu precatório foi liberado, pague o imposto antes”
  • “Houve um erro no depósito: devolva o valor nesta chave Pix”
  • “Aqui é da central de alvarás do fórum, seu valor está retido”
  • “Somos da segurança do seu banco: houve movimentação suspeita”
  • “Transfira o valor para uma conta segura enquanto resolvemos”
  • “Precisamos fazer um procedimento de segurança na sua conta antes de receber o valor”
  • “Estou em audiência e não posso falar agora — resolve por mensagem, por favor” — a frase serve para impedir que você ouça a voz de quem está do outro lado. Nenhum advogado deste escritório vai se recusar a atender o seu telefone para tratar de dinheiro.

Não é um caso isolado

A fraude se espalhou por todo o país. Em abril de 2025, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil lançou campanha nacional de conscientização e colocou no ar a plataforma ConfirmADV, integrada ao Cadastro Nacional dos Advogados, para que qualquer cidadão possa confirmar a identidade de quem se diz advogado. Seccionais estaduais divulgam balanços que somam milhares de tentativas por ano — a OAB do Paraná, por exemplo, contabilizou mais de 2,6 mil registros em 2026, número já superior ao do ano anterior inteiro.

O escritório publica esta página por uma razão simples: o golpe não ataca a nossa estrutura, ataca a confiança que existe entre nós e você. E a única defesa realmente eficaz é você saber, de antemão, como nós falamos com você — e como nunca falaríamos.

Não se paga nada para receber o que já é seu. Se, para você receber um valor, alguém exige que antes você pague outro — taxa, custa, guia, imposto, caução, honorário, seja qual for o nome —, é golpe. Não existe, em processo nenhum, operação em que o dinheiro que você tem a receber dependa de dinheiro que sai do seu bolso. O valor é liberado pelo juízo e chega à conta indicada; a sua parte é conferir, nunca adiantar.

A lógica que desmonta o golpe

Toda essa fraude, em todas as suas variações, depende de uma única coisa: convencer você a fazer um pagamento antecipado. O criminoso não tem como tirar dinheiro de um depósito judicial — ele está sob controle do juízo. O que ele pode fazer é induzir você a mandar dinheiro por vontade própria. Por isso, sempre e invariavelmente, existirá um valor a pagar antes.

Guarde a regra em uma frase: se para receber é preciso pagar, não é o seu processo — é o golpe.

Os nomes que a “taxa” costuma receber

  • Taxa de liberação do alvará, taxa de desbloqueio, taxa de saque.
  • Custas judiciais atrasadas, guia complementar, custas de levantamento.
  • Imposto de renda sobre o valor, INSS a recolher, “tributo do precatório”.
  • Caução, garantia, depósito de boa-fé, “sinal” para o acordo.
  • Honorários pendentes, honorários de sucumbência, “taxa do perito”.
  • Frete ou emolumentos de cartório para “entregar o documento”.

Nenhum desses pedidos é legítimo quando chega por mensagem, com pressa e com chave Pix. Custas e taxas que realmente existem no seu processo são recolhidas por guia oficial do tribunal, com código de barras próprio, e são conversadas com você com antecedência — nunca em regime de urgência.

Se você já pagou

Ligue imediatamente para o seu banco e peça o registro da contestação pelo Mecanismo Especial de Devolução do Pix, guarde todas as provas e registre boletim de ocorrência. E avise-nos: mesmo que o valor não volte, precisamos saber para alertar os demais clientes.

Não existe procedimento de segurança na sua conta ou no aplicativo do banco para você receber dinheiro do tribunal. Não há “validação de conta”, “desbloqueio para depósito judicial”, “atualização cadastral urgente”, “sincronização da chave Pix” nem “transferência de teste”. Se alguém pedir que você mexa na sua conta, instale um aplicativo, autorize um acesso ou faça uma transferência para liberar o crédito, encerre a conversa e ligue para (14) 3601-1800. Nem o escritório, nem o banco, nem o tribunal fazem esse tipo de pedido.

Como o dinheiro do processo realmente chega

Valores discutidos em juízo ficam em depósito judicial, em conta vinculada ao processo e sob controle do juízo. Quando são liberados, isso se dá por decisão nos autos e por alvará ou ofício de transferência, que o banco cumpre. O crédito entra na conta indicada como qualquer outro — sem que você precise fazer coisa alguma. Uma conta comum, ativa, basta. Não há liberação para autorizar, nem cadastro para validar, nem chave Pix para sincronizar.

As variações que usam o banco como pretexto

  • “Faça um Pix de validação.” Pedem uma transferência pequena, dizendo que serve para “confirmar a titularidade” antes do depósito. Não existe. O valor enviado é o próprio golpe.
  • “Sua conta está bloqueada para valores judiciais.” Contas não têm bloqueio dessa natureza, e ninguém cobra para desbloquear nada.
  • “Instale o aplicativo de segurança do banco.” É programa de acesso remoto disfarçado. Instalado, entrega o seu celular — inclusive os códigos que chegam por mensagem.
  • “Vamos fazer o procedimento juntos pelo aplicativo.” Pedem que você compartilhe a tela ou digite comandos ditados. Nenhuma instituição legítima conduz operação assim.
  • “Atualize seu cadastro para receber.” Link para uma página que copia a do banco e captura a sua senha.
  • “Houve erro no depósito, devolva o valor.” Enviam um comprovante falso e pedem a devolução de um dinheiro que nunca entrou. Confira o saldo no aplicativo antes de qualquer coisa — comprovante não é crédito.

A regra prática

Você recebe dinheiro sem fazer nada. Toda vez que alguém disser que é preciso fazer algo na sua conta para receber, a intenção é o contrário: tirar dinheiro dela. Nessas situações não discuta, não confirme dados e não conclua operação nenhuma — desligue e ligue você para (14) 3601-1800.

Spoofing: quando o nosso número aparece no seu visor

Há uma camada mais sofisticada do golpe, e é a que engana as pessoas mais atentas: a manipulação daquilo que os seus sentidos usam para reconhecer alguém — o número que aparece na tela, a voz que fala do outro lado e, hoje, até o rosto na chamada de vídeo.

Spoofing de chamada

O número certo — a pessoa errada

Spoofing significa, em inglês, falsificação, disfarce. Na telefonia, é a técnica de adulterar o identificador da chamada: o golpista liga pela internet e determina qual número vai aparecer no visor da vítima. Pode fazer aparecer o número de um banco, de um órgão público — ou o telefone do seu advogado. A Anatel considera fraudulenta e irregular em todos os casos a chamada feita com adulteração do número de origem, e vem exigindo das operadoras a autenticação e o bloqueio dessas ligações. Ainda assim, elas acontecem todos os dias.

A consequência prática é esta: o número no visor não prova nada. Ele serve para desmascarar (um contato que não vem dos nossos números certamente não é nosso), mas nunca para provar (um contato que vem do nosso número pode ter sido falsificado).

  • Aparece um número conhecido, mas a voz é de alguém que você nunca ouviu.
  • Insistem para que você não desligue nem ligue de volta para conferir.
  • Pedem que você confirme dados pessoais ou bancários “por segurança”.
  • Pedem o código que acabou de chegar no seu celular por SMS.
  • Dizem que vão transferir você para “o setor financeiro” do escritório.
  • Mandam você guardar sigilo até da própria família.

Por que é tão fácil falsificar um número

A telefonia moderna trafega pela internet. Quando uma chamada nasce em um sistema de voz sobre IP, o número de origem é apenas um campo de informação que o originador preenche — como o remetente escrito no envelope de uma carta. Serviços clandestinos vendem esse recurso por poucos reais, e há programas que percorrem listas inteiras fazendo ligações com identificadores adulterados.

Existe também o spoofing de vizinhança: o número exibido é parecidíssimo com o seu (mesmo DDD, mesmos primeiros dígitos), porque a estatística mostra que as pessoas atendem mais um número que parece local.

O que a Anatel tem feito

A agência reguladora classifica como irregular toda chamada com identificador adulterado e determinou às operadoras a adoção de mecanismos de autenticação de chamadas, com bloqueio automatizado das ligações em que a origem foi falsificada. A fiscalização avança, mas nenhuma medida técnica substitui a cautela de quem recebe a ligação.

O que fazer quando isso acontece com você

  • Desligue sem discutir. Não confirme nem negue informação alguma.
  • Não use o “retornar chamada” do histórico se houver qualquer dúvida: digite o número que você já tem salvo, ou o que está nesta página.
  • Registre a data, a hora e o número exibido: isso interessa ao boletim de ocorrência.
  • Reclame na sua operadora e na Anatel, informando dia, hora e número exibido.

Voz e rosto clonados por inteligência artificial

O deepfake — quando ver e ouvir deixam de ser prova

Poucos segundos de áudio — um recado de voz encaminhado, um vídeo em rede social, um trecho de live — bastam para que programas de inteligência artificial reproduzam o timbre, o ritmo e o sotaque de uma pessoa. A mesma tecnologia já permite trocar rostos em tempo real numa chamada de vídeo. É o que se chama deepfake.

Some isso ao spoofing e o resultado é uma ligação que vem do número certo, com a voz certa e, se você aceitar a chamada de vídeo, com um rosto parecido com o certo. Daí a regra que vale para o resto da sua vida digital: número conhecido, voz familiar e rosto na tela não provam identidade nenhuma.

  • Áudios curtos, sem respiração, sem ruído de fundo, sem hesitação
  • Vídeo de baixa qualidade, travando, com “fantasmas” em volta do rosto
  • Boca fora de sincronia, piscar estranho, luz que não combina com o ambiente
  • A câmera “falha” exatamente quando você pede um gesto ou um movimento
  • Respostas evasivas a qualquer pergunta que saia do roteiro
  • Só áudio gravado, nunca conversa ao vivo com ida e volta

Por que não se deve atender chamada de vídeo de número desconhecido

A chamada de vídeo inesperada é, hoje, uma ferramenta de ataque — e por três motivos distintos:

  • Ela captura a sua imagem. Segundos de vídeo do seu rosto, em vários ângulos, são matéria-prima para produzir um deepfake seu, que depois será usado para enganar a sua família ou o seu banco.
  • Ela mostra o que está atrás de você. A sua casa, o seu escritório, papéis sobre a mesa, o crachá no peito, a placa do carro na janela: tudo isso alimenta a próxima abordagem, aquela que virá cheia de detalhes verdadeiros.
  • Ela cria pressão. Com a câmera aberta e alguém falando, a pessoa fica constrangida de desligar, de dizer não, de pedir tempo para pensar. O golpe vive dessa pressa.

Há ainda uma variação frequente: a chamada de vídeo em que o golpista pede que você mostre o documento, o cartão ou a tela do aplicativo do banco “só para confirmar”. Não existe conferência legítima que funcione assim.

Como o escritório marca uma videoconferência

Reunião por vídeo é combinada antes, por escrito, em dia e hora ajustados com você. Nunca cai do céu, nunca é agora, e nunca é condição para receber valor nenhum. Se aparecer uma chamada de vídeo sem combinação prévia, não atenda: encerre e ligue para (14) 3601-1800.

A defesa que funciona contra um deepfake

Se o número pode ser falsificado, a voz clonada e o rosto substituído, então nenhuma verificação feita dentro do contato tem valor — tudo o que você vê e ouve está sob o controle de quem chamou. A defesa que resta é também a mais simples: trocar de canal. Encerre o contato e procure você o escritório, pelo telefone (14) 3601-1800 ou pelo WhatsApp verificado que já está na sua agenda. Nenhuma tecnologia de imitação alcança uma ligação que parte de você para um número que você já tinha.

E desconfie do comportamento, não da aparência: quem é do escritório aceita que você desligue e confira. Quem não é vai apressar, insistir, dizer que o prazo vence e criar algum motivo para que a conferência não seja possível.

A regra de ouro: desligue e ligue você. Nenhuma verificação feita dentro da ligação suspeita tem valor — quem está do outro lado controla tudo o que você vê e ouve. A única conferência confiável é a que você inicia: encerre a conversa, espere um instante, procure o número na sua agenda ou nesta página e ligue. Nunca retorne para um número que a própria pessoa passou, e nunca aceite ser “transferido” para outro setor.

Por que conferir “por dentro” não funciona

Quem faz a ligação escolhe o número que aparece no seu visor, escolhe o que diz, pode usar voz sintetizada e pode até deixar você “ouvir” um colega ao fundo. Tudo o que acontece dentro daquela chamada está sob o controle dele. Perguntar “é mesmo você?” só produz a resposta que o golpista já tinha preparado.

É por isso que a verificação precisa sair do canal. Ao desligar e discar você mesmo, o caminho da chamada passa a ser escolhido pela rede telefônica, e não pelo golpista — e ele não tem como interceptá-la.

Como retornar do jeito certo

  • Digite o número. Não use “retornar chamada” do histórico, nem o número que a pessoa ditou, nem o que veio na mensagem: use o contato salvo na sua agenda ou os desta página.
  • Espere um instante antes de ligar. Alguns golpes mantêm a linha ocupada para que a sua ligação de conferência caia de volta no criminoso. Encerre, aguarde um minuto e então ligue.
  • Não aceite transferência. “Vou passar para o financeiro”, “vou conectar você com o advogado responsável”: continua sendo a mesma ligação, com a mesma pessoa no comando.
  • Ligue de outro aparelho, se puder. Do telefone de casa, do celular de um familiar — elimina qualquer dúvida sobre a linha.

Frases prontas para encerrar sem constrangimento

  • “Vou desligar e retornar pelo número do escritório. Se for realmente urgente, eu ligo agora.”
  • “Não trato de dinheiro por telefone. Vou confirmar pela central e retorno.”
  • “Prefiro passar no escritório. Qual o horário?”

Você não deve explicação a quem ligou. Se a pessoa se irritar, insistir, dizer que o prazo vence em minutos ou tentar impedir que você desligue, a conferência já está feita: não era o escritório.

Se você não conseguir falar conosco na hora

Não pague, não envie documento e não informe dado nenhum enquanto não tiver confirmado. Nenhum prazo do seu processo se perde porque você esperou algumas horas para conferir — e não existe valor judicial que deixe de ser seu por falta de pagamento urgente.

Não atenda chamadas de vídeo de números desconhecidos. Nem para “ver quem é”. A imagem do seu rosto e do ambiente em que você está tem valor para o golpista, e a chamada de vídeo não prova identidade alguma — hoje é possível trocar rostos em tempo real. Se for realmente importante, quem procura você deixa mensagem, e você retorna pelo canal oficial. O WhatsApp permite silenciar chamadas de números desconhecidos nas configurações de privacidade: vale ativar.

Como silenciar chamadas de desconhecidos

No WhatsApp, abra Configurações → Privacidade → Chamadas e ative Silenciar chamadas de desconhecidos. As ligações de números que não estão na sua agenda param de tocar, mas ficam registradas na aba de chamadas — você confere depois, com calma, sem a pressão do telefone tocando. Vale ativar também, em Privacidade → Avançado, a proteção do endereço de IP em chamadas.

Como todos os nossos números começam por (14) 3601-18 e devem estar salvos na sua agenda, nenhuma ligação nossa será silenciada por esse recurso.

Se você atendeu por engano

  • Desligue imediatamente. Não é falta de educação: é segurança.
  • Não mostre nada. Nem documento, nem cartão, nem a tela do banco, nem o ambiente ao redor — e não faça os gestos que pedirem.
  • Não repita frases. Pedidos como “fale o seu nome completo” ou “diga que autoriza” servem para gravar a sua voz e produzir áudios falsos depois.
  • Bloqueie e denuncie o número dentro do próprio aplicativo, e guarde a captura de tela antes.
  • Avise a sua família de que a sua imagem pode ter sido capturada, e combine que nenhum pedido de dinheiro será atendido sem confirmação por telefone.

Como marcamos uma reunião por vídeo

Sempre com combinação prévia: dia e hora ajustados com você, por um dos nossos canais oficiais, e nunca como condição para receber valor algum. Se aparecer uma chamada de vídeo em nosso nome sem que você tenha combinado, não atenda — encerre e ligue para (14) 3601-1800.

Vale para toda a sua vida digital

Essa cautela não é só para o escritório. A chamada de vídeo inesperada é hoje um dos principais vetores de fraude: falsos funcionários de banco, falsos parentes em apuros, falsas centrais de atendimento. A regra é a mesma em todos os casos — desligue, e procure você a instituição pelo canal que você já conhece.

Nossos canais oficiais

Estes — e somente estes — são os números e os endereços pelos quais a Advocacia Parronchi fala com você. Salve-os agora na sua agenda: é isso que vai permitir reconhecer, mais tarde, quem não é do escritório.

O número: sempre (14) 3601-18

O escritório atende por um telefone fixo com ramais. Cada advogada e advogado tem o seu ramal, e o mesmo número serve de telefone e de WhatsApp. Todos começam por (14) 3601-18. Não usamos número de celular para atendimento, não usamos DDD de outro estado e não temos “número novo” que apareça de repente pedindo para você salvar.

Portanto: uma mensagem em nome do escritório vinda de um celular, com DDD estranho, é motivo suficiente para você não responder e ligar para a central. E, como o número pode ser falsificado (é o spoofing explicado acima), lembre-se sempre: o número serve para desmascarar, não para provar.

O WhatsApp verificado pela Meta

Os nossos WhatsApp são contas comerciais oficiais verificadas pela Meta — a empresa dona do WhatsApp. Na prática, isso significa que, ao abrir a conversa, você vê o nome do escritório no alto da tela mesmo sem ter o contato salvo, acompanhado do selo de verificação: a marquinha de “conferido” que o próprio aplicativo desenha ao lado do nome, e que também aparece na tela de informações do contato.

No WhatsApp de cada advogada e advogado, o nome que aparece traz o nome do profissional seguido do nome do escritório, com o selo ao lado. Na central, aparece apenas o nome do escritório com o selo. Se o que aparecer for somente um número, ou um nome sem o selo, ou um nome sem “Advocacia Parronchi”, não é um canal nosso.

Como o nome aparece no alto da conversa

Nome do advogado(a) | Advocacia Parronchi

Advocacia Parronchi

Reprodução ilustrativa. Nos canais deste escritório o selo aparece em azul, desenhado pelo próprio aplicativo ao lado do nome. O que confirma a autenticidade, porém, não é a cor: é a posição. O selo verdadeiro é um elemento do aplicativo — nunca está dentro da foto do perfil nem digitado no texto do nome.

Esse selo é colocado pelo aplicativo, não pelo dono da conta. Ninguém consegue falsificá-lo. Por isso ele é o sinal mais seguro que você tem — e é também o que os golpistas tentam imitar de forma grosseira. Fique atento às imitações:

  • Emoji de “certinho” digitado no nome do perfil
  • Selo desenhado dentro da foto do perfil
  • Nome escrito como “Advocacia Parronchi ✔ Oficial”
  • Recado de perfil dizendo “conta verificada”

Nenhuma dessas coisas é verificação. A verificação verdadeira fica fora do nome e fora da foto: é um símbolo do próprio WhatsApp, ao lado do nome, na barra do alto da conversa e na tela de informações do contato.

Onde o selo aparece

  • Abra a conversa e olhe a barra do alto: o nome vem acompanhado do símbolo de verificação.
  • Toque sobre o nome para abrir as informações do contato: o selo aparece novamente ao lado do nome, e a conta é identificada como conta comercial.
  • O nome aparece ainda que você nunca tenha salvo o número — em contas comuns, o WhatsApp mostraria apenas o número.

Que nome deve aparecer

No WhatsApp de cada advogada e advogado, o nome exibido é o do profissional seguido do nome do escritório, com o selo de verificação ao lado:

Os nomes que devem aparecer

Advocacia Parronchi · central · (14) 3601-1800

Wagner Parronchi | Advocacia Parronchi · (14) 3601-1800

Amanda Leonelli Abrantes | Advocacia Parronchi · (14) 3601-1803

Felipe Bricailo Mendonça | Advocacia Parronchi · (14) 3601-1809

Fernanda de Souza Parronchi | Advocacia Parronchi · (14) 3601-1802

Jackeline Xavier da Silva | Advocacia Parronchi · (14) 3601-1808

Reprodução ilustrativa dos nomes exibidos, com o selo azul dos nossos canais.

Repare no que isso significa na prática: um perfil que traga apenas o nome de um advogado, sem o “| Advocacia Parronchi” e sem o selo, não é um canal do escritório — ainda que a foto seja a verdadeira e o nome esteja escrito corretamente.

Nos nossos canais o símbolo aparece em azul — a Meta unificou a cor dos selos de verificação entre WhatsApp, Instagram e Facebook. Mas não é a cor que autentica: o que importa é onde o selo está, colado ao nome e desenhado pelo aplicativo, e não dentro da foto nem digitado no texto.

O que o selo garante — e o que não garante

O selo garante que aquela conta pertence à empresa que a Meta verificou. É prova de que você está no canal certo.

O selo não transforma em legítimo um pedido estranho. Se algum dia você receber, de um canal verificado, mensagem pedindo senha, código de seis dígitos ou Pix urgente para liberar valor, o correto continua sendo o mesmo: não responda, ligue para (14) 3601-1800 e confirme. Conta verificada não dispensa a conferência; ela só elimina a hipótese de perfil falso.

E se eu não vejo selo nenhum?

Então você não está falando com o escritório por um canal oficial. Encerre a conversa, não envie documento nem dinheiro, e ligue para a central. Se o contato tinha o nome ou a foto de um dos nossos advogados, avise-nos: o uso indevido do nome de advogado é ilícito e nos interessa saber para alertar outros clientes.

O e-mail: sempre @advocaciaparronchi.adv.br

Todo e-mail do escritório termina em @advocaciaparronchi.adv.br. Não usamos, para falar com clientes, endereços de provedores gratuitos — nada de gmail, hotmail, outlook, yahoo. Estes são os nossos endereços:

  • contato@advocaciaparronchi.adv.br
  • wagnerparronchi@advocaciaparronchi.adv.br
  • amandaleonelli@advocaciaparronchi.adv.br
  • fernandaparronchi@advocaciaparronchi.adv.br
  • jackelinexavier@advocaciaparronchi.adv.br
  • felipemendonca@advocaciaparronchi.adv.br

A fraude por e-mail costuma usar domínios sósias, quase idênticos ao verdadeiro: uma letra dobrada (parronchii), uma letra trocada (parronchl), um hífen a mais (advocacia-parronchi), um final diferente (.com, .com.br, .adv.br.co). No celular, o aplicativo mostra apenas o nome de exibição — que o golpista escolhe livremente. Toque sobre o nome do remetente e leia o endereço inteiro, letra por letra, antes de qualquer coisa.

E lembre-se: não enviamos link de pagamento, não enviamos boleto sem que você já esteja esperando por ele e não pedimos por e-mail que você “atualize seus dados” em formulário nenhum.

O endereço, o site e as nossas páginas

O escritório funciona na Rua 13 de Maio, 573 — Centro, Jaú/SP. Você pode simplesmente vir até aqui: é a forma mais antiga e ainda a mais segura de confirmar qualquer coisa. Na internet, o nosso domínio é advocaciaparronchi.adv.br. Páginas informativas do escritório ficam nesse domínio, não pedem pagamento, não sorteiam nada e não prometem resultado.

Como confirmar um contato em menos de um minuto

Recebeu mensagem, e-mail ou ligação em nome do escritório e ficou com uma pontinha de dúvida? Faça qualquer uma destas conferências antes de responder. Todas são rápidas, e nenhuma depende de você acreditar em quem está do outro lado.

Ligue você para (14) 3601-1800

A conferência mais simples e mais eficaz. Encerre a conversa suspeita, digite o número (não use “retornar chamada”) e pergunte se alguém do escritório entrou em contato com você. Trinta segundos resolvem.

Confira o próprio processo

Decisão que existe está nos autos. Peça a nós o andamento, ou consulte pelo número do processo no site do tribunal. O que não aparece no processo não aconteceu.

Como o dinheiro de um processo chega até você

Valores discutidos em juízo ficam em depósito judicial, em conta vinculada ao processo, sob controle do juízo. Quando são liberados, isso se dá por decisão nos autos e por alvará ou ofício de transferência — documento que o banco cumpre. O caminho é sempre do tribunal para a conta indicada, nunca da sua conta para a de alguém.

  • Toda liberação está registrada no processo e pode ser conferida por você.
  • Custas e taxas, quando existem, são recolhidas por guia oficial do tribunal, com código de barras próprio, e não por chave Pix de pessoa física.
  • Você não precisa adiantar dinheiro para receber dinheiro. Não existe “taxa de liberação de alvará”.

E os honorários?

Honorários são ajustados em contrato escrito, conversado antes, com valores e condições definidos. Não surgem por mensagem, não vencem em duas horas e não são condição para o tribunal liberar nada.

Fale com quem você já conhece

Você já tem o WhatsApp da advogada ou do advogado que cuida do seu caso — aquele que você usava antes de a mensagem estranha aparecer. Escreva por ali. Ou use um dos botões abaixo: todos abrem os nossos WhatsApp oficiais, verificados pela Meta.

Passe no escritório

A forma mais antiga de conferir continua sendo a mais segura: venha até nós. Estamos na Rua 13 de Maio, 573 — Centro, Jaú/SP. Traga a mensagem, o e-mail ou o número que procurou você, e conferimos juntos, na hora — nenhum golpe sobrevive a uma visita ao balcão.

Por que a conferência presencial é imbatível

Tudo o que o golpe falsifica — número, voz, rosto, nome, foto — depende de a conversa acontecer a distância. Diante do balcão do escritório não há spoofing possível: você fala com quem conhece, no endereço que conhece, e vê o seu processo na tela junto com a gente.

O que trazer

  • O celular com a conversa recebida — não apague nada, nem bloqueie o número antes: a captura de tela com o número visível é prova.
  • O e-mail, se a abordagem veio por ele, com o endereço completo do remetente.
  • O comprovante, se algum pagamento já tiver sido feito — nesse caso, ligue antes para o seu banco e peça o MED do Pix, porque ali cada minuto conta.

Se Jaú ficar longe para você

O atendimento presencial vale para quem está em Jaú e região. Se você é atendido a distância, a mesma conferência se faz por telefone: ligue para (14) 3601-1800 e, se preferir ver com quem fala, combine uma videochamada — agendada por nós, pelo canal oficial, nunca proposta de surpresa por quem ligou para você.

Doze cautelas que protegem você

Nenhuma delas exige conhecimento técnico. Todas exigem apenas uma decisão: a de não fazer nada com pressa quando o assunto é dinheiro, documento ou dado pessoal.

1. Desligue e ligue você

Diante de qualquer contato que envolva dinheiro, encerre a conversa e ligue você mesmo para (14) 3601-1800. Não retorne para número informado pela própria pessoa, não use “retornar chamada” do histórico e não aceite transferência para outro setor.

2. Não atenda chamadas de vídeo

Chamada de vídeo de número desconhecido não se atende — nem para ver quem é. Ela captura o seu rosto e o ambiente em que você está, e nada prova sobre quem chama. Reunião por vídeo com o escritório é sempre combinada antes.

3. Nunca pague sob pressão

Urgência é a assinatura do golpe. “Só até as 17h”, “o valor volta para o cofre”, “o processo vai ser arquivado”: nada disso existe. Nenhum direito seu se perde porque você levou uma hora para conferir.

4. Não clique em links nem instale nada

Link de pagamento, link para “ver a decisão”, aplicativo para “acompanhar o processo”, programa de acesso remoto: nada disso vem de nós. Instalar um desses programas é entregar o celular inteiro a um estranho.

5. Senha, código e token nunca se informam

Nem para o escritório, nem para o banco, nem para a Justiça — ninguém legítimo pede. O código de seis dígitos que chega por SMS serve para instalar o seu WhatsApp em outro aparelho: quem o pede quer clonar a sua conta.

6. Não compartilhe a tela do celular

Compartilhar tela entrega, ao vivo, o seu extrato, os seus contatos e os códigos que chegam por mensagem. Não existe conferência legítima que precise ver a tela do seu aplicativo bancário.

7. Confira o número e o selo

Todos os nossos contatos começam por (14) 3601-18, e cada WhatsApp mostra o nome do profissional seguido de “| Advocacia Parronchi”, com o selo de verificação da Meta ao lado. Celular desconhecido, sem selo, pedindo dinheiro: não somos nós.

8. Proteja o seu WhatsApp

Ative a verificação em duas etapas, restrinja quem vê a sua foto e quem pode incluir você em grupos, e silencie chamadas de números desconhecidos. São cinco minutos de configuração que evitam a clonagem da sua conta.

Verificação em duas etapas

No WhatsApp, abra Configurações → Conta → Verificação em duas etapas → Ativar. Crie um PIN de seis dígitos que você não usa em mais nada e cadastre um e-mail de recuperação. Com isso, mesmo que alguém consiga o código enviado por SMS, não instala a sua conta em outro aparelho sem o PIN.

Privacidade

  • Configurações → Privacidade → Foto do perfil: mude para Meus contatos. É dessa foto que o golpista se serve para montar um perfil falso com o seu rosto.
  • Privacidade → Grupos: escolha Meus contatos, para não ser incluído em grupos por estranhos.
  • Privacidade → Chamadas → Silenciar chamadas de desconhecidos: as ligações de números que não estão na sua agenda deixam de tocar e ficam registradas para você conferir depois com calma.
  • Privacidade → Avançado: ative a proteção de endereço de IP em chamadas.

Se a sua conta for clonada

  • Reinstale o WhatsApp e peça novo código por SMS: ao reativar a conta no seu aparelho, o invasor é desconectado.
  • Avise seus contatos por outro meio — ligação, mensagem de texto, rede social — que a conta foi clonada e que não devem atender a pedidos de dinheiro.
  • Registre boletim de ocorrência e guarde os prints.
  • Se você é nosso cliente, avise-nos: passamos a tratar por telefone qualquer assunto com você até a situação se resolver.

9. Cuidado com o que você publica

Número de processo, foto de documento, valor de indenização e nome do advogado postados em redes sociais ou grupos de mensagens entregam ao golpista o roteiro completo da abordagem. Fale do seu processo com quem cuida dele.

10. Converse com a sua família

Quem mora só, quem tem pouca familiaridade com aplicativos e quem espera um benefício há muito tempo são os alvos preferidos. Combine em casa uma regra simples: nenhuma transferência sem falar antes com outra pessoa da família.

Três frases que resolvem

Explicações técnicas se perdem. Frases curtas ficam. Estas três, repetidas de vez em quando, protegem mais do que qualquer palestra:

  • “Advogado não pede Pix por mensagem.”
  • “Se é urgente e é dinheiro, é golpe.”
  • “Desliga e liga para o (14) 3601-1800.”

Medidas práticas

  • Salve os nossos números na agenda do aparelho dele, com o nome “Advocacia Parronchi”. Assim, quando um número desconhecido escrever em nosso nome, o celular já não vai reconhecer.
  • Ative a verificação em duas etapas do WhatsApp dele e anote o PIN em lugar seguro.
  • Combine que nenhuma transferência é feita sozinho: sempre com um telefonema para você antes.
  • Explique que ninguém vai brigar com ele por desconfiar — e que ser enganado por um golpe assim não é sinal de ingenuidade nenhuma.

A lei protege especialmente o idoso

O estelionato praticado contra pessoa idosa ou vulnerável tem a pena aumentada de um terço ao dobro, conforme o resultado, por força do art. 171, § 4º, do Código Penal, na redação dada pela Lei nº 14.155/2021. Registrar a ocorrência importa, inclusive para que a investigação alcance a organização que está por trás.

11. Veja em nome de quem está a conta

Antes de confirmar qualquer pagamento, leia o nome do favorecido que o aplicativo do banco mostra na tela. Chave Pix de pessoa física desconhecida, ou nome que não é o do escritório nem o do tribunal, encerra o assunto: não conclua a operação.

A tela de confirmação é a sua última defesa

Todo aplicativo bancário, antes de concluir um Pix ou pagar um boleto, exibe uma tela com o nome de quem vai receber — e essa informação não vem do golpista: vem do sistema bancário. É o dado mais confiável de toda a operação, e é justamente o que a pressa faz a vítima ignorar.

Pare nessa tela e leia três coisas:

  • O nome do recebedor. Se você acredita estar pagando algo do seu processo, o favorecido tem de ser o escritório — Wagner Parronchi Sociedade Individual de Advocacia — ou, no caso de custas e taxas, o próprio tribunal, por guia oficial.
  • O tipo de conta. Pessoa física desconhecida no lugar de uma sociedade de advogados é sinal de conta de laranja.
  • O valor e a data. Confira se são exatamente os que constam do documento que você recebeu — e, se não recebeu documento nenhum, esse já é o motivo para parar.

Nomes que devem acender o alerta

  • Pessoa física cujo nome você nunca ouviu.
  • Empresa com nome genérico — “assessoria”, “intermediações”, “serviços”, “pagamentos”.
  • Nome parecido com o do escritório, mas não idêntico.
  • Conta em banco digital aberta recentemente, quando o assunto é valor de processo.

Confirme antes, não depois

Não conclua a operação para “ver se dá certo” nem envie um valor pequeno como teste. Depois de concluído, o Pix é irreversível por sua própria natureza, e a recuperação passa a depender do Mecanismo Especial de Devolução, que tem prazo e não tem garantia. Um telefonema para (14) 3601-1800 custa menos.

12. Não trate do seu processo por rede social

Perfil com o nosso nome e a nossa logomarca se cria em minutos. O escritório não pede dinheiro, documento nem dado bancário por mensagem direta de rede social. Abordagem por Instagram, Facebook ou anúncio patrocinado: confirme pelo telefone antes de responder.

Por que a rede social é terreno fácil para o golpe

Criar um perfil com o nome de um escritório, copiar a logomarca, baixar as fotos dos advogados e repostar conteúdo verdadeiro leva alguns minutos e não exige nenhum documento. O perfil falso então procura quem comentou em publicações sobre benefícios e processos — ou impulsiona anúncios pagos, para aparecer justamente a quem pesquisa o assunto.

Sinais de perfil falso

  • Criado há pouco tempo, com poucas publicações e todas concentradas em um único período.
  • Sem selo de verificação e com o nome escrito de forma ligeiramente diferente — letra dobrada, hífen, palavra a mais como “oficial” ou “atendimento”.
  • Inicia a conversa na mensagem direta, oferecendo revisão, liberação de valor ou “consulta gratuita imediata”.
  • Promete resultado ou anuncia valores a receber — o que a advocacia não pode fazer, por vedação do Código de Ética e do Provimento nº 205/2021 da OAB.
  • Leva a conversa para um WhatsApp em número de celular, fora da faixa (14) 3601-18.
  • Pede documentos — CPF, RG, CNIS, carteira de trabalho — antes de qualquer atendimento formal.

Como nós usamos as redes sociais

Para publicar conteúdo informativo. O atendimento, esse acontece pelos canais oficiais desta página: o telefone e os WhatsApp verificados da faixa (14) 3601-18, os e-mails @advocaciaparronchi.adv.br e o escritório na Rua 13 de Maio, 573, em Jaú. Se um perfil de rede social pedir a você dinheiro, documento ou dado bancário em nosso nome, não responda: ligue para (14) 3601-1800 e nos avise.

Se encontrar um perfil falso

  • Não interaja e não bloqueie antes de guardar as capturas de tela, incluindo o endereço do perfil.
  • Denuncie o perfil na própria rede social, na opção de “fingir ser outra pessoa ou empresa”.
  • Avise o escritório: podemos alertar os demais clientes e adotar as providências cabíveis.

Nenhuma lista dá conta de todas as variações do golpe. É impossível prever de que forma a próxima abordagem vai chegar até você: os criminosos são organizados e criativos, e de tempos em tempos mudam de estratégia, cada vez de modo mais sofisticado. O que começou com uma ligação tosca hoje já vem com o nosso número no visor, com voz clonada por inteligência artificial e com dados verdadeiros do seu processo. As doze cautelas acima cobrem o que se conhece até agora — não o que será inventado depois.

Por isso a defesa que não envelhece não é decorar sinais, e sim conservar um hábito: diante de qualquer contato que envolva dinheiro, documento ou dado pessoal, pare, desconfie e confirme pelo canal oficial antes de agir. Essa regra continua valendo qualquer que seja a próxima versão do golpe — e é aqui que a sua atenção se torna parte da proteção, ao lado da nossa.

Como o golpe evoluiu — e por que vai continuar mudando

Vale conhecer o percurso, porque ele mostra que cada barreira criada foi seguida de uma resposta dos criminosos:

  • Primeiro, a ligação genérica. Uma falsa central anunciava um valor a receber, sem saber nada sobre a pessoa. Bastava desconfiar do desconhecido.
  • Depois, a mensagem informada. Com os autos públicos à disposição, a abordagem passou a trazer nome, número do processo, nome do advogado e valores — e a soar verdadeira.
  • Em seguida, o número falsificado. Com o spoofing, o telefone do escritório passou a aparecer no visor da vítima, e o número deixou de servir como prova.
  • Agora, a inteligência artificial. Voz clonada a partir de segundos de áudio, rosto substituído em chamada de vídeo, textos sem nenhum erro de português. Ver e ouvir deixaram de bastar.
  • E o que já se observa. Perfis falsos em redes sociais, anúncios pagos, abordagens em duas etapas — um primeiro contato inofensivo, só para criar confiança — e o falso ressarcimento, oferecido justamente a quem já foi vítima.

O que não muda em nenhuma versão

Por sofisticada que seja a fraude, ela precisa de duas coisas para funcionar, e essas duas nunca mudaram:

  • Um pagamento ou um dado que sai de você. O criminoso não alcança o dinheiro do seu processo; ele depende de você entregar algo por vontade própria.
  • Pressa. A fraude não sobrevive a uma pausa de dez minutos, porque não sobrevive a uma conferência.

Daí as duas perguntas que desmascaram qualquer versão, presente ou futura: estão me pedindo dinheiro, documento ou dado? e estão me apressando? Se a resposta às duas for sim, encerre e ligue você para (14) 3601-1800.

Uma ressalva honesta sobre esta página

Ela não é uma lista fechada nem uma garantia. É o retrato do que se conhece hoje, e será atualizada conforme novas formas de fraude aparecerem. Trate-a como orientação, não como catálogo completo — e, na dúvida sobre qualquer contato recebido em nosso nome, mesmo que ele não se pareça com nada descrito aqui, fale conosco antes de responder. Preferimos a pergunta desnecessária ao prejuízo.

Se você já enviou dinheiro, dados ou documentos

Não perca um minuto com vergonha: o golpe é bem construído e engana pessoas atentas, informadas e escolarizadas. O que decide a chance de recuperar o valor é a velocidade — e você ainda pode agir agora.

Nos primeiros minutos

É aqui que o dinheiro ainda pode ser bloqueado
  • Ligue agora para o seu banco, informe que foi vítima de golpe e peça o registro da contestação pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix.
  • Peça o bloqueio do valor na conta que recebeu a transferência e anote o número do protocolo.
  • Não apague nada: conversas, áudios, números, comprovantes e registros de chamada são prova.
  • Troque as suas senhas e comunique o banco, se você informou senha, código de verificação ou token.
  • Desinstale o aplicativo que a pessoa pediu para você instalar e desconecte o aparelho da internet até tudo estar resolvido.
  • Avise o escritório pelo telefone (14) 3601-1800: precisamos saber do ocorrido e podemos orientar você nos próximos passos.

Mecanismo Especial de Devolução (MED)

O MED foi criado pelo Banco Central, no regulamento do Pix, justamente para as vítimas de fraude. Ele permite que a sua instituição financeira comunique a do golpista e bloqueie o valor que ainda estiver na conta de destino, devolvendo-o a você.

Prazos que importam

  • O pedido pode ser registrado em até 80 dias corridos contados da transação.
  • As instituições têm prazo para analisar o caso entre si, e a devolução, quando confirmada a fraude, é feita em poucos dias.
  • Se não houver saldo na conta de destino, o bloqueio pode ser mantido por período adicional, para o caso de o valor reaparecer.

Velocidade é tudo. O golpista costuma pulverizar o dinheiro em minutos, passando-o por várias contas. Acionar o banco no mesmo instante aumenta muito a chance de o valor ainda estar lá.

O que o MED não cobre

O mecanismo se destina a fraude, golpe e falha operacional. Não serve para arrependimento de compra, desacordo comercial nem para erro do próprio usuário ao digitar a chave.

Como pedir

Ligue para o telefone do seu banco ou use o chat do aplicativo. Diga com estas palavras: “fui vítima de golpe e quero registrar contestação pelo MED do Pix”. Informe data, hora, valor, a chave ou os dados de quem recebeu, e guarde o número do protocolo.

Nas primeiras horas e nos dias seguintes

Registro, prova e responsabilização
  • Registre boletim de ocorrência, na delegacia mais próxima ou pela delegacia eletrônica do seu estado.
  • Reúna as provas: capturas de tela com o número visível, comprovante do Pix, extrato bancário e registro das chamadas recebidas.
  • Comunique a OAB, se os golpistas usaram o nome, a foto ou o número de inscrição de um advogado.
  • Reclame na sua operadora e na Anatel, se a abordagem veio por ligação com o número de origem falsificado.
  • Acompanhe a contestação no banco e guarde todos os protocolos e respostas que receber.
  • Avalie com advogado as medidas cíveis cabíveis e a conveniência de comunicar o fato ao juízo do seu processo.

Boletim de ocorrência

Pode ser feito presencialmente ou pela internet. Em São Paulo, pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil; nos demais estados, no portal da respectiva Polícia Civil. Descreva os fatos em ordem, informe números, horários, valores e anexe os comprovantes.

Vale saber: nos crimes de estelionato praticados mediante transferência de valores, a lei permite que a apuração se dê no domicílio da vítima (art. 70, § 4º, do Código de Processo Penal, incluído pela Lei nº 14.155/2021). Você não precisa registrar na cidade do golpista.

Comunicação à OAB

Quando o golpista usa o nome, a foto ou o número de inscrição de um advogado real, a Ordem tem interesse direto no caso — tanto para alertar a sociedade quanto para apurar eventual atuação de quem não é inscrito. A comunicação pode ser feita à seccional do estado; a nossa é a OAB/SP. Se o nome usado foi o de alguém deste escritório, avise-nos: providenciamos as comunicações que nos cabem.

Reclamação por causa da ligação

Se a fraude veio por chamada telefônica com número adulterado, registre reclamação na sua operadora e, em seguida, na Anatel, informando dia, hora e o número que apareceu no visor. Esses registros alimentam a fiscalização que tem levado ao bloqueio dessas chamadas.

E o seu processo?

Se o golpe se apoiou em dados do seu processo, pode ser conveniente comunicar o fato ao juízo, especialmente se houve pagamento em nome de custas ou de acordo inexistente. Essa avaliação é caso a caso — fale com o escritório.

O que o golpista comete. A conduta configura estelionato (art. 171 do Código Penal), na modalidade de fraude eletrônica do § 2º-A — introduzida pela Lei nº 14.155/2021 para punir com mais rigor a fraude praticada por redes sociais, contatos telefônicos ou correio eletrônico. Se a vítima é idosa ou vulnerável, a pena é aumentada de um terço ao dobro (art. 171, § 4º). Somam-se, conforme o caso, a falsa identidade (art. 307 do Código Penal) e o exercício ilegal da advocacia, atividade privativa dos inscritos na Ordem (art. 3º da Lei nº 8.906/94, com a contravenção do art. 47 do Decreto-Lei nº 3.688/41).

Avise-nos, mesmo que você não tenha perdido nada. Cada tentativa que chega ao nosso conhecimento nos permite alertar os demais clientes e adotar as providências cabíveis. Se alguém escreveu, ligou ou mandou e-mail se dizendo deste escritório, conte para nós pelo (14) 3601-1800 — de preferência com as capturas de tela e o número que apareceu.

Advogado responsável

A comunicação do escritório com os seus clientes e a política de segurança descrita nesta página são conduzidas pessoalmente pelo seu sócio fundador, com apoio de todos os demais advogados da equipe.

Foto do advogado Wagner Parronchi

Wagner Parronchi

OAB/SP 208.835 · Sócio-fundador

Sócio-fundador da Advocacia Parronchi, responde pessoalmente pela relação do escritório com os seus clientes e pelos canais oficiais de atendimento aqui informados. Se você recebeu qualquer contato em nome do escritório e ficou em dúvida — mesmo que a dúvida pareça pequena, mesmo que seja fora do horário —, fale comigo antes de responder, de pagar ou de enviar documento. Nenhuma pergunta sua sobre isso será considerada exagerada.

Conheça nossa equipe

Nenhum processo caminha bem sem alguém que o acompanhe de perto e sem alguém para atender quem está do outro lado esperando notícias. Por isso o escritório reúne uma equipe de advogados dedicada às suas áreas de atuação, para que cada cliente tenha com quem falar. Abaixo estão os contatos diretos de cada advogada e advogado — e são os únicos: todos no telefone fixo (14) 3601-18, com WhatsApp verificado pela Meta.

Por que o escritório publica este alerta

Porque o golpe do falso advogado não ataca a nossa estrutura: ataca a relação de confiança que construímos com você. E a defesa dessa relação é responsabilidade nossa, não sua.

O golpe se alimenta da nossa credibilidade

Quando alguém usa o nome, a foto e a inscrição de um advogado para enganar um cliente, quem paga não é apenas a vítima: é a confiança que sustenta o exercício da advocacia. Por isso tratamos a prevenção como parte do nosso trabalho, e não como assunto de tecnologia. Informar você é a forma mais eficaz de proteger os dois lados.

Desconfiar de nós é o comportamento certo

Você pode — e deve — encerrar uma conversa, ligar de volta pelo número oficial, pedir que se identifiquem e recusar-se a pagar antes de conferir. Ninguém deste escritório vai se incomodar com isso. Advogado sério não se ofende com conferência; quem se irrita quando você quer confirmar é exatamente quem você não deve atender.

A informação precisa chegar antes do golpista

Quem já leu uma página como esta reconhece o roteiro na primeira frase da abordagem e desliga. Quem nunca ouviu falar do golpe acredita — e não por ingenuidade, mas porque a fraude usa dados verdadeiros. Compartilhe esta página com a sua família, sobretudo com quem mora só e com quem espera por um benefício.

Três gestos que valem mais do que um aviso

  • Salve os nossos números na agenda do celular de quem você quer proteger, com o nome “Advocacia Parronchi”. Um contato salvo transforma qualquer número desconhecido em alerta automático.
  • Mande o endereço desta página e, no mesmo recado, escreva a frase que resume tudo: “advogado não pede Pix por mensagem”.
  • Combine a regra da segunda opinião: nenhuma transferência é feita sem um telefonema para outra pessoa da família antes. É simples, e desmonta a pressa de que o golpe depende.

Se preferir, peça ao escritório: podemos conversar diretamente com o seu familiar e explicar, com calma e sem termos técnicos, como nos identificamos e como ele pode nos conferir.

Conheça também o ConfirmADV, da OAB

Dúvidas frequentes

As perguntas que os clientes mais nos fazem sobre o golpe do falso advogado, o spoofing de chamadas e a forma segura de falar com o escritório.

Como eu sei que estou falando de verdade com o meu advogado?

Pela iniciativa do contato e pelo canal, nunca pela aparência da conversa. Se você ligou para (14) 3601-1800 ou para o ramal que já usava, está falando com o escritório. Se a mensagem chegou até você de um número desconhecido, sem o selo de verificação, e o assunto envolve dinheiro, a conferência é obrigatória: encerre, ligue e pergunte. Voz conhecida, foto certa e conhecimento de detalhes do processo não provam nada — tudo isso pode ser copiado ou consultado.

O roteiro de verificação em quatro passos

  • 1. Pare. Não responda, não confirme dados, não diga “sim”. Se estiver ao telefone, diga que vai retornar e desligue.
  • 2. Troque de canal. A verificação nunca se faz dentro do canal suspeito. Saia dele: ligue para o número que você já tem, ou para o (14) 3601-1800.
  • 3. Pergunte de forma aberta. Diga apenas: “recebi um contato em nome do escritório, isso partiu de vocês?”. Não repasse o que a mensagem dizia antes de ouvir a resposta.
  • 4. Só então decida. Confirmado, siga normalmente. Não confirmado, guarde as capturas de tela, bloqueie o número e nos avise.

O sinal que nunca falha

Não é a voz, não é a foto, não é o número: é o comportamento. Quem é do escritório aceita que você desligue e confira. Quem não é vai apressar, insistir, dizer que o prazo vence, sugerir que você não conte a ninguém — e, se você propuser retornar a ligação, vai criar um motivo para que isso não seja possível.

Uma pergunta que ajuda

Se ainda restar dúvida, pergunte algo que não esteja nos autos — o assunto da última conversa que vocês tiveram, quem o atendeu na última vez em que você esteve no escritório, o que ficou combinado para a próxima etapa. O golpista conhece o processo, porque ele é público; não conhece a relação. Ainda assim, nem essa pergunta substitui a conferência: a resposta certa não autoriza pagamento nenhum sem que você ligue para o canal oficial.

O número que apareceu no meu celular era o do escritório. Ainda assim pode ser golpe?

Pode. É exatamente isso que o spoofing faz: permite que o golpista escolha o número que vai aparecer no seu visor. A Anatel considera irregular e fraudulenta toda chamada com identificador de origem adulterado, e vem determinando às operadoras o bloqueio dessas ligações — mas elas ainda acontecem. Por isso a regra continua a mesma: o número serve para desmascarar um contato (se não é o nosso, não somos nós), e nunca para provar um contato. Desligue e ligue você.

Uma diferença importante: telefone e WhatsApp não são iguais

Na ligação telefônica, o número exibido é apenas um dado que quem origina a chamada preenche — como o remetente escrito no envelope de uma carta. Por isso pode ser falsificado, e é o que o spoofing faz.

No WhatsApp é diferente: a conta está vinculada a um número real, e o golpista não consegue fazer a mensagem partir do nosso número. O que ele faz é outra coisa — cria uma conta em um número qualquer e coloca ali o nome e a foto de um advogado nosso. É uma imitação, não uma falsificação do número.

Daí a assimetria que vale memorizar:

  • Ligação: o número pode ser o nosso e a pessoa não ser. Confie apenas em ligação que você fez.
  • WhatsApp: o número não pode ser falsificado, mas o nome e a foto podem. Confira o número e o selo de verificação.

O spoofing de vizinhança

Há uma variação em que o número exibido é parecidíssimo com o seu — mesmo DDD, mesmos primeiros dígitos —, porque as pessoas atendem mais um número que parece local. Se aparecer um número quase idêntico ao seu, desconfie por isso mesmo.

Onde reclamar da ligação

Anote dia, hora e o número que apareceu no visor e registre reclamação na sua operadora e, em seguida, na Anatel. A agência considera irregular toda chamada com identificador de origem adulterado e vem determinando às prestadoras o bloqueio dessas ligações — e esses registros são o que alimenta a fiscalização.

Abrir o canal de atendimento da Anatel

Vocês têm WhatsApp em número de celular?

Não. O escritório atende por telefone fixo com ramais, e o mesmo número serve de telefone e de WhatsApp. Todos os nossos contatos começam por (14) 3601-18: a central é (14) 3601-1800, e cada advogada e advogado tem o seu ramal, listados na seção “Conheça nossa equipe”. Não temos número novo, não pedimos que você salve outro contato e não usamos DDD de outro estado. Uma mensagem em nosso nome partindo de um celular deve ser confirmada com a central antes de qualquer resposta.

Por que o escritório escolheu telefone fixo com ramais

Justamente para lhe dar um critério simples de reconhecimento. Números de celular são fáceis de obter, fáceis de descartar e vêm de qualquer DDD — o golpista tem escolha infinita. Uma faixa de ramais de linha fixa, sempre a mesma, transforma qualquer contato fora dela em suspeito imediato, sem que você precise entender nada de tecnologia.

Some-se a isso que os nossos números são contas comerciais verificadas pela Meta: além de o número ser reconhecível, o aplicativo mostra o nome do profissional seguido de “| Advocacia Parronchi” e o selo de verificação.

Os nossos números, um por um

  • (14) 3601-1800 — central e Dr. Wagner Parronchi
  • (14) 3601-1802 — Drª. Fernanda de Souza Parronchi
  • (14) 3601-1803 — Drª. Amanda Leonelli Abrantes
  • (14) 3601-1808 — Drª. Jackeline Xavier da Silva
  • (14) 3601-1809 — Dr. Felipe Bricailo Mendonça

Desculpas que os golpistas usam

  • “Estou no meu número pessoal porque o do escritório está sem sinal.”
  • “Mudamos de número, salve este aqui.”
  • “Este é o meu WhatsApp particular, é mais rápido.”
  • “Estou viajando e usando outro chip.”

Nenhuma delas procede. Se um dia algum número do escritório realmente mudar, o aviso virá pelo site, pelos canais oficiais e por conversa direta com você — nunca apenas por uma mensagem pedindo que você salve um contato novo, e nunca acompanhado de pedido de dinheiro.

E se o contato vier de um celular mesmo?

Não responda pela dúvida, nem confirme dado nenhum. Ligue para (14) 3601-1800 e pergunte se alguém do escritório procurou você. Se não tiver partido de nós, guarde a captura de tela com o número visível e nos envie: usamos isso para alertar os demais clientes.

Recebi uma ligação do tribunal ou do banco sobre o meu processo. Pode ser verdade?

Provavelmente não, e as duas situações têm resposta certa. Tribunal nenhum liga para a parte pedindo dinheiro: o criminoso se apresenta como servidor da vara, escrivão, oficial de justiça, “central de alvarás” ou “setor de precatórios” e anuncia uma taxa para liberar o seu valor. O Judiciário se comunica pelos autos, por intimação e por meio do advogado constituído — nunca por WhatsApp com chave Pix.

E nenhum banco pede senha, código de verificação ou instalação de aplicativo por telefone, nem manda transferir dinheiro para “conta segura” — essa conta não existe. A ligação da falsa “central de segurança”, avisando sobre movimentação suspeita ou problema no depósito judicial, é uma das versões mais eficientes do golpe, porque se apresenta como socorro e não como cobrança. Em qualquer dos dois casos: encerre a conversa e ligue você — para o telefone que está no cartão ou no aplicativo do seu banco, e para (14) 3601-1800, se o assunto envolvia o seu processo.

Como o Judiciário realmente se comunica

  • Pelos autos. Todo ato do processo é registrado e pode ser conferido por você ou pelo escritório. O que não está nos autos não aconteceu.
  • Pelo advogado constituído. Havendo advogado no processo, as intimações são dirigidas a ele, pelo sistema eletrônico do tribunal.
  • Por intimação formal, quando a lei exige que a própria parte seja comunicada — por oficial de justiça, com identificação, ou por via postal com aviso de recebimento.
  • Por guia oficial, quando há custa ou taxa a recolher: documento emitido pelo tribunal, com código de barras próprio, em favor do próprio tribunal, e sem prazo de horas.

O que não existe: servidor ligando para cobrar Pix, “central de alvarás” pedindo taxa de liberação, mensagem de WhatsApp em nome do fórum, ou funcionário do tribunal pedindo dados bancários e senhas.

Os personagens que o golpe costuma usar

  • Servidor ou escrivão da vara onde tramita o seu processo.
  • Oficial de justiça que diz precisar “confirmar dados antes da diligência”.
  • “Central de alvarás”, “setor de precatórios”, “departamento financeiro do fórum” — repartições que não existem com essa função.
  • Falso perito, cobrando honorários para realizar a perícia.
  • Falso funcionário do INSS ou de banco oficial, tratando de valor de benefício.

Observe que todos esses personagens têm algo em comum com o falso advogado: falam de um processo verdadeiro, com dados verdadeiros — tirados da consulta pública —, e terminam pedindo um pagamento antecipado.

O falso funcionário do banco

Essa variação merece atenção separada, porque inverte a lógica: em vez de cobrar, ela oferece ajuda. Quem liga se diz da “central de segurança” ou do “setor antifraude”, avisa que detectou movimentação suspeita ou um problema com o depósito judicial, e assume o tom de quem está do seu lado. A partir daí, conduz você a executar o golpe por conta própria.

O que nenhum banco faz, em nenhuma hipótese:

  • Pedir senha, PIN ou código recebido por SMS. Esse código é a chave da sua conta — informá-lo é entregá-la.
  • Pedir a instalação de aplicativo “de proteção”, “de atualização” ou “de sincronização”. É programa de acesso remoto.
  • Mandar transferir dinheiro para “conta segura”, “conta espelho” ou “conta de custódia”. Nenhuma dessas existe. O dinheiro vai para o criminoso.
  • Pedir que você compartilhe a tela ou digite comandos ditados ao telefone.
  • Enviar preposto à sua casa para recolher cartão, documento ou “lacrar” o cartão em envelope.
  • Exigir qualquer providência para você receber um crédito. Dinheiro entra em conta comum, sem autorização sua.

Se a ligação vier com o número do banco no visor, isso não prova nada: é o spoofing explicado nesta página. Encerre e ligue você para o telefone impresso no cartão ou informado no aplicativo — nunca para o número que a pessoa passou, e nunca retornando a chamada do histórico.

A conferência é a mesma

Não discuta e não confirme dado nenhum. Encerre, e ligue você para (14) 3601-1800: nós temos acesso ao seu processo e verificamos em minutos se existe qualquer determinação real. Se preferir, consulte o andamento pelo número do processo no site do tribunal — e, na dúvida, o fórum atende presencialmente, no balcão da vara.

O que é o selo de verificação da Meta e onde eu vejo?

Os nossos WhatsApp são contas comerciais oficiais verificadas pela Meta, empresa dona do aplicativo. Na prática, ao abrir a conversa você vê, no alto da tela e mesmo sem ter o número salvo, o nome do profissional seguido do nome do escritório — por exemplo, Nome do advogado(a) | Advocacia Parronchi —, acompanhado da marca de verificação; na central, aparece Advocacia Parronchi . O selo reaparece quando você toca no nome para ver as informações do contato. Ele é desenhado pelo próprio aplicativo e não pode ser falsificado. Cuidado com as imitações: emoji de “certinho” digitado no nome, selo colado dentro da foto do perfil ou recado dizendo “conta verificada” não são verificação nenhuma.

A conferência de dez segundos

  • Abra a conversa e leia a barra do alto: deve trazer o nome do profissional, o “| Advocacia Parronchi” e o símbolo de verificação ao lado.
  • Toque no nome para abrir as informações do contato: o selo aparece novamente, e a conta é identificada como conta comercial.
  • Confira o número: tem de começar por (14) 3601-18.

Se os três sinais estiverem presentes, você está em um canal nosso. Se faltar qualquer um, não está.

A cor do selo

Nos canais deste escritório o selo aparece em azul — a Meta unificou a cor dos selos de verificação entre WhatsApp, Instagram e Facebook. Não decore a cor, porém: ela pode mudar com uma atualização do aplicativo, e nunca foi ela que autentica coisa alguma. O que importa é onde o selo está: colado ao nome, desenhado pelo aplicativo, e nunca dentro da foto nem digitado no texto do nome.

As quatro falsificações mais comuns

  • Emoji de “certinho” digitado no nome do perfil (✅, ✔️).
  • Selo desenhado dentro da imagem da foto do perfil.
  • Nome escrito como “Advocacia Parronchi ✔ Oficial” ou “Atendimento Oficial”.
  • Recado de perfil afirmando “conta verificada” ou “perfil oficial”.
Verdadeiro — o selo fica fora do nome

Nome do advogado(a) | Advocacia Parronchi

Imitações — o “selo” é texto digitado

Nome do advogado(a) ✅

Advocacia Parronchi ✔ Oficial

Nome do advogado(a) — Atendimento Oficial ✔️

Reprodução ilustrativa. Nos três últimos exemplos, o símbolo faz parte do nome que o próprio golpista escreveu — qualquer pessoa pode digitá-lo. O selo verdadeiro é um elemento do aplicativo, desenhado ao lado do nome, e nunca aparece dentro do texto nem dentro da foto do perfil.

O que o selo garante — e o que não garante

Garante que a conta é do escritório: elimina a hipótese de perfil falso. Não torna legítimo um pedido estranho. Se algum dia chegar, até de um canal verificado, mensagem pedindo senha, código de seis dígitos ou Pix urgente para liberar valor, a conduta correta continua a mesma: não responda, ligue para (14) 3601-1800 e confirme.

Vocês pedem Pix, taxa ou custas para liberar dinheiro do processo?

Nunca. Não existe “taxa de liberação de alvará”, não existe custa a ser paga com pressa por mensagem e não existe depósito que você precise fazer para receber dinheiro do seu processo. Valores discutidos em juízo ficam em depósito judicial e são liberados por decisão nos autos e por alvará ou ofício de transferência — sempre do tribunal para a conta indicada, jamais da sua conta para a de alguém. Custas e taxas legítimas, quando existem, são recolhidas por guia oficial do tribunal, e não por chave Pix de pessoa física. Nossos honorários, por sua vez, são ajustados em contrato escrito, conversado antes. E não existe nenhum procedimento a fazer na sua conta ou no aplicativo do banco para receber valor de processo: nada de validação, desbloqueio, atualização cadastral ou transferência de teste — o crédito entra na conta indicada como qualquer outro, sem depender de ação sua.

Quando existe, de verdade, algo a pagar

Para que você não confunda o legítimo com o golpe, vale saber que há apenas três situações em que um cliente pode ter despesa — e todas as três têm características que a fraude não consegue imitar:

  • Custas e taxas judiciais. São recolhidas por guia oficial do tribunal, com código de barras próprio, emitida em nome do processo. Nunca por chave Pix de pessoa física, nunca com prazo de horas, e sempre conversadas com você antes de o processo começar.
  • Despesas de perícia ou diligência. Quando a lei atribui esse custo à parte, o valor é fixado pelo juízo, consta dos autos e é depositado na forma que a decisão determinar.
  • Honorários contratados. Estão no contrato escrito que você assinou, com valores e datas definidos. Não mudam por mensagem, não vencem de repente e não são condição para o tribunal liberar nada.

Repare no traço comum: nos três casos existe documento, existe antecedência e existe possibilidade de conferir por telefone. O golpe não tem nenhum dos três — ele tem pressa.

Como o dinheiro do processo chega até você

Valores discutidos em juízo ficam em depósito judicial, em conta vinculada ao processo e sob controle do juízo. Quando liberados, isso se dá por decisão nos autos e por alvará ou ofício de transferência, que o banco cumpre. O caminho é sempre do tribunal para a conta indicada — nunca da sua conta para a de alguém. Você não precisa adiantar dinheiro para receber dinheiro.

A frase que resolve

Se alguém pedir qualquer pagamento em nosso nome, responda apenas: “vou confirmar pela central e retorno”. Depois ligue para (14) 3601-1800. Nenhum valor seu se perde nesse intervalo.

Recebi uma chamada de vídeo de um número desconhecido. Devo atender?

Não. Nem para ver quem é. A chamada de vídeo inesperada captura a imagem do seu rosto e do ambiente em que você está — material que alimenta fraudes futuras, inclusive vídeos manipulados com a sua aparência — e serve para criar pressão, porque com a câmera aberta fica mais difícil dizer não. Além disso, a chamada de vídeo não prova identidade: já é possível substituir rostos em tempo real. Reunião por vídeo com o escritório é sempre combinada antes, em dia e hora ajustados com você. Vale ativar, no WhatsApp, a opção de silenciar chamadas de números desconhecidos.

Por que a imagem do seu rosto interessa ao golpista

Alguns segundos de vídeo, em vários ângulos, são matéria-prima suficiente para produzir um deepfake seu — um vídeo falso, realista, em que “você” pede dinheiro a um parente ou autoriza uma operação. O ambiente atrás de você também informa: a sua casa, papéis sobre a mesa, um crachá, a placa de um carro pela janela. Tudo isso alimenta a próxima abordagem, aquela que virá cheia de detalhes verdadeiros e por isso convencerá mais.

Se você já está na chamada

Existem sinais que costumam denunciar um rosto manipulado: contorno do rosto tremendo, boca fora de sincronia com o som, piscar irregular, iluminação que não combina com o ambiente, orelhas e óculos com bordas estranhas. Pedir um movimento ajuda — virar o rosto de perfil, passar a mão devagar na frente do rosto, aproximar-se muito da câmera —, porque os programas de troca de rosto costumam falhar nesses momentos.

Mas atenção, e este é o ponto central: esses testes não são prova. A tecnologia melhora todos os meses, e a conexão ruim explica qualquer falha. Não use a chamada de vídeo para decidir se confia. Use-a apenas para decidir desligar.

O que nunca fazer em chamada de vídeo

  • Mostrar documento, cartão, comprovante ou a tela do aplicativo do banco.
  • Repetir frases ditadas, dizer o nome completo em voz alta ou “autorizar” algo verbalmente — serve para gravar a sua voz.
  • Fazer gestos ou expressões pedidas “para confirmar que você é você”.
  • Compartilhar a tela, ainda que “só para eu ver se chegou”.

Como marcamos uma reunião por vídeo

Sempre com combinação prévia, em dia e hora ajustados com você, por um canal oficial, e nunca como condição para receber valor algum. Chamada de vídeo em nosso nome sem combinação: não atenda, encerre e ligue para (14) 3601-1800.

Como confiro se a pessoa que me procurou é realmente advogada?

De duas formas, e as duas são gratuitas. A primeira é o Cadastro Nacional dos Advogados (cna.oab.org.br), em que você pesquisa nome ou número de inscrição e compara com a foto e a seccional. A segunda é o ConfirmADV (confirmadv.oab.org.br), plataforma criada pela OAB especialmente para este golpe: você informa a inscrição, o estado e o e-mail que a pessoa apresentou, e o sistema pede confirmação ao advogado verdadeiro pelo endereço cadastrado na Ordem. Atenção a uma armadilha: o golpista usa dados reais de advogados reais, de modo que achar o nome no cadastro prova que o advogado existe — não prova que é ele quem está falando com você.

Duas perguntas diferentes

É preciso separar o que se está conferindo, porque as ferramentas servem a coisas distintas:

  • “Essa pessoa existe e é advogada?” Responde-se pelo Cadastro Nacional dos Advogados, em cna.oab.org.br, comparando nome, número de inscrição, seccional e foto.
  • “É essa pessoa que está falando comigo agora?” Essa é a pergunta que importa — e o cadastro não responde. Responde-se pelo canal oficial: você liga para o número do escritório e pergunta.

O golpe funciona justamente porque a primeira resposta é sempre “sim”: os dados usados são de advogados reais, com inscrição regular. Conferir só a primeira pergunta dá uma falsa sensação de segurança.

O ConfirmADV, da OAB

É a plataforma que a Ordem criou para este golpe, em confirmadv.oab.org.br. Você informa o número de inscrição, a seccional e o e-mail que a pessoa apresentou; o sistema envia um pedido de confirmação ao endereço que o profissional tem cadastrado na Ordem, e ele tem poucos minutos para responder. Funciona porque a confirmação sai do canal que o golpista controla: ele escolhe o número que aparece no seu visor, mas não tem acesso à caixa de e-mail cadastrada do advogado verdadeiro.

Se a pessoa se diz do nosso escritório

Aí a conferência é ainda mais simples, e dispensa qualquer plataforma: ligue para (14) 3601-1800 e pergunte se alguém procurou você. Nós temos o seu cadastro, temos o seu processo e sabemos quem falou com você.

Outros sinais de legitimidade

  • Procuração e contrato. Quem atua por você tem procuração nos autos e contrato de honorários assinado. Você pode conferir o nome do advogado constituído no próprio processo.
  • Conhecimento do caso além do que é público. O golpista sabe o que está nos autos; não sabe o que foi conversado entre você e o escritório.
  • Ausência de pressa. Advogado que atua para você não impõe prazo de horas para pagamento.

Abrir o ConfirmADV · Abrir o Cadastro Nacional dos Advogados

Recebi um e-mail do escritório pedindo pagamento. Como confiro se é verdadeiro?

Leia o endereço inteiro do remetente, não o nome que aparece na tela. Todo e-mail nosso termina em @advocaciaparronchi.adv.br. As fraudes usam domínios quase idênticos — uma letra dobrada, um hífen a mais, um final diferente — ou provedores gratuitos. E lembre-se: não enviamos link de pagamento, não pedimos atualização de dados em formulário e não mandamos boleto que você não estivesse esperando.

Como ler um e-mail com desconfiança

  • O nome de exibição é livre. Qualquer pessoa pode configurar a própria caixa para se apresentar como “Advocacia Parronchi”. No celular, é só isso que você vê de início — toque no nome para revelar o endereço completo.
  • Leia o domínio da direita para a esquerda. O que importa é o trecho imediatamente antes do primeiro barramento: precisa ser exatamente advocaciaparronchi.adv.br. Truques comuns: advocaciaparronchi.adv.br.seguro.com, advocacia-parronchi.adv.br, advocaciaparronchii.adv.br, advocaciaparronchi.com.
  • Não clique para conferir. Passe o dedo ou o cursor sobre o link e leia o endereço de destino antes. Melhor ainda: não clique de forma alguma e ligue para o escritório.
  • Desconfie do anexo. Arquivos com extensões executáveis, planilhas pedindo para “habilitar conteúdo” e “comprovantes” em formatos estranhos são vetores de programas maliciosos.

Os nossos endereços

contato@advocaciaparronchi.adv.br · wagnerparronchi@advocaciaparronchi.adv.br · amandaleonelli@advocaciaparronchi.adv.br · fernandaparronchi@advocaciaparronchi.adv.br · jackelinexavier@advocaciaparronchi.adv.br · felipemendonca@advocaciaparronchi.adv.br

Qualquer outro endereço, ainda que o texto pareça perfeito e a assinatura traga o nosso logotipo, não é nosso.

Já fiz o Pix. Ainda dá para recuperar o dinheiro?

Há chance real, e ela depende de rapidez. Ligue agora para o seu banco, informe que foi vítima de golpe e peça o registro da contestação pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central no regulamento do Pix. O pedido pode ser feito em até 80 dias corridos da transação, mas quanto mais cedo, maior a probabilidade de o valor ainda estar na conta de destino — os golpistas costumam distribuir o dinheiro em minutos. Em paralelo, registre boletim de ocorrência, guarde todas as provas e avise o escritório.

O que acontece depois que você aciona o banco

Registrada a contestação, a sua instituição comunica a do destinatário e o valor que ainda estiver na conta pode ser bloqueado. As instituições têm prazo para analisar o caso entre si e, confirmada a fraude, a devolução é feita em poucos dias. Se não houver saldo naquele momento, o bloqueio pode ser mantido por período adicional, para o caso de o dinheiro reaparecer.

É por isso que minutos importam: o golpista costuma pulverizar o valor por várias contas logo após receber. Acionar o banco no mesmo instante aumenta muito a chance de o dinheiro ainda estar lá.

O que dizer ao banco

Use estas palavras: “fui vítima de golpe e quero registrar contestação pelo MED do Pix”. Informe data, hora, valor e os dados de quem recebeu, e guarde o número do protocolo — ele será necessário em qualquer etapa seguinte.

Se o banco negar a devolução

  • Peça a negativa por escrito, com a justificativa.
  • Registre reclamação na ouvidoria da instituição.
  • Registre também no Banco Central e no Procon do seu estado.
  • Avalie com advogado a via judicial, sobretudo se houver falha de segurança do banco no episódio.

Cuidado com o segundo golpe

Depois da fraude é comum aparecer alguém oferecendo “recuperar o seu dinheiro” mediante pagamento de uma taxa, honorário antecipado ou depósito de garantia — por telefone, por rede social ou por mensagem. É o mesmo golpe, aplicado pela segunda vez na mesma vítima, agora ainda mais fragilizada. Não pague nada a quem apareceu espontaneamente prometendo devolver o valor perdido.

O prazo

O pedido de devolução pelo MED pode ser registrado em até 80 dias corridos contados da transação. Se o prazo já passou, ainda restam o boletim de ocorrência, a investigação criminal e as medidas cíveis — fale com o escritório.

Como o golpista sabe do meu processo?

Pela consulta pública. Os processos judiciais são, em regra, públicos (art. 5º, LX, da Constituição Federal e art. 189 do Código de Processo Civil), e os sistemas dos tribunais permitem ver as partes, os advogados e a movimentação. Não houve vazamento do escritório nem quebra de sigilo: o golpista simplesmente leu o que a lei torna acessível. É por isso que ele acerta o seu nome, o número do processo e até o valor — e é por isso que acertar esses dados não prova nada sobre quem está falando com você.

De onde vêm os dados usados no golpe

  • Dos autos públicos. Nome das partes, número do processo, nome e inscrição dos advogados, decisões e, em muitos casos, valores em discussão.
  • Das páginas profissionais. Foto, nome completo e número de inscrição de advogados, copiados de sites e redes sociais para montar o perfil falso.
  • Das redes sociais da própria vítima. Número de telefone, cidade, vínculos familiares, e o comentário empolgado sobre “o processo que está para sair”.
  • De bases de dados vendidas irregularmente, que cruzam telefone, endereço e nome de familiares.

E o sigilo profissional?

Permanece intacto. O que você trata com o escritório está protegido pelo sigilo profissional do advogado, garantido pelo Estatuto da Advocacia (art. 34, VII, da Lei nº 8.906/94) e pelo Código de Ética e Disciplina da OAB. O golpe não depende de acesso a informação sigilosa — depende da parte pública do processo somada à pressa da vítima.

O que reduz a sua exposição

  • Não publicar número de processo, foto de documento nem expectativa de valores.
  • Restringir a foto do perfil do WhatsApp a “Meus contatos”.
  • Tratar do processo apenas com quem cuida dele.
Clonaram o meu WhatsApp. O que eu faço?

Reinstale o aplicativo e reative a conta no seu aparelho pedindo novo código por SMS: isso desconecta quem estava usando a conta. Depois, ative a verificação em duas etapas com um PIN de seis dígitos, avise seus contatos por outro meio de que a conta foi clonada e que não devem atender a pedidos de dinheiro, registre boletim de ocorrência e guarde as capturas de tela. Se você é nosso cliente, avise-nos: passamos a tratar por telefone qualquer assunto com você até que a situação se resolva. E lembre-se da origem do problema: o código de seis dígitos que chega por SMS nunca se informa a ninguém.

Recuperar a conta, passo a passo

  • Reinstale o WhatsApp no seu aparelho e informe o seu número.
  • Peça o código por SMS e digite-o no seu próprio celular. Ao reativar, o invasor é desconectado automaticamente — o WhatsApp só admite a conta em um telefone por vez.
  • Ative a verificação em duas etapas imediatamente: Configurações → Conta → Verificação em duas etapas. Crie um PIN de seis dígitos que você não use em mais nada e cadastre um e-mail de recuperação.
  • Encerre as sessões do WhatsApp Web: Configurações → Dispositivos conectados → desconectar todos.

Avisar as pessoas certas

  • Seus contatos, por outro meio — ligação, SMS, rede social —, dizendo que a conta foi clonada e que não devem atender a pedidos de dinheiro.
  • Quem trocou informação sensível com você por ali. Considere que o invasor pode ter lido as conversas recentes: dados bancários, endereços e documentos que estavam no chat devem ser tratados como expostos.
  • O seu banco, se havia comprovantes, senhas ou dados de conta nas conversas.
  • O escritório, se você é nosso cliente: passamos a tratar por telefone qualquer assunto com você até a situação se resolver, e ficamos atentos a mensagens que cheguem em seu nome.

Registrar e documentar

Registre boletim de ocorrência e guarde tudo: capturas de tela das mensagens enviadas pelo invasor, horários, números envolvidos e os relatos de quem foi abordado. Se alguém do seu círculo pagou, essa pessoa deve acionar o próprio banco pelo MED do Pix o quanto antes.

Como evitar que aconteça de novo

A clonagem quase sempre começa com o pedido do código de seis dígitos — por telefone, por mensagem, sob qualquer pretexto (“confirmação de cadastro”, “vaga de emprego”, “entrega de encomenda”, “recadastramento do INSS”). Esse código nunca se informa, a ninguém, em nenhuma hipótese. Com a verificação em duas etapas ativada, mesmo quem obtém o código não instala a sua conta em outro aparelho.

Vocês vão se ofender se eu desconfiar, desligar e ligar de volta?

De forma alguma — ao contrário. Conferir é o comportamento correto, e nós preferimos receber dez ligações de conferência a saber, depois, que alguém pagou a um golpista acreditando estar falando conosco. Pergunte quantas vezes precisar, desligue e retorne pelo número oficial. Nenhum advogado deste escritório vai tratar isso como desconfiança pessoal: é apenas cuidado, e é o cuidado que a época exige.

O que você pode exigir de nós, sempre

  • Que nos identifiquemos com nome completo e número de inscrição na OAB.
  • Que aceitemos o seu retorno: você desliga e liga para o número oficial, e nós esperamos.
  • Que ponhamos por escrito qualquer informação sobre dinheiro, prazo ou documento.
  • Que respeitemos o seu tempo: nada que precise ser decidido em minutos.
  • Que respondamos a perguntas sobre a nossa relação — o que ficou combinado, quem o atendeu, o que foi conversado na última vez.

Por que desconfiar é o comportamento tecnicamente correto

Porque o golpe se apoia em três coisas que parecem prova e não são: o número no visor, que pode ser falsificado; a voz, que pode ser clonada; e o conhecimento de detalhes do processo, que é público. Diante disso, a única conduta segura é a que não depende de acreditar em ninguém — e é exatamente a conferência pelo canal oficial. Não é desconfiança da pessoa: é método.

O sinal que separa nós deles

Quem é do escritório aceita ser conferido. Quem não é vai apressar, insistir, dizer que o prazo vence hoje, sugerir que você não conte a ninguém e criar um motivo para que você não possa retornar a ligação. Se você propuser desligar e ligar de volta e a pessoa dificultar, a conferência já está feita.

Preferimos receber dez ligações desnecessárias a saber, depois, que alguém pagou a um golpista acreditando estar falando conosco. Pergunte quantas vezes precisar.

Sua pergunta será enviada ao escritório pelo WhatsApp. Fique à vontade para incluir qualquer informação, pois os seus dados estão protegidos por sigilo profissional.

Confirme com a Advocacia Parronchi

Recebeu mensagem, e-mail ou ligação em nome do escritório e ficou em dúvida? Fale com a central antes de responder, de pagar ou de enviar qualquer documento. A conferência é rápida — e é sempre melhor perguntar.

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Preencha os campos abaixo e retornaremos. Se houver risco de pagamento iminente, prefira o telefone: (14) 3601-1800.